Sinto-me honrado!
Mereci duas páginas inteiras na revista Singular & Plural. É uma revista completamente dedicada à deficiência e à inclusão. Muito interessante!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Mais uma visita... desta vez a Ourém...
Segunda feira, dia 3 de dezembro, dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a minha outra mãe, a Joana, levou-me à Escola Básica e Secundária de Ourém. Fui recebido por algumas turmas do 11º ano que estiveram sempre muito atentos, pois nunca tinham visto um Menino como eu, em multiformato!
Ao início estavam muito tímidos e não colocavam questões, mas depois de se falar um pouco da minha versão em Língua Gestual Portuguesa e de verem as legendas glosadas, as dúvidas começaram a crescer por parte dos alunos.
E querem saber uma coisa? Saí de lá com a sensação de que já em 2013 nascerão mais livros como aquele que sou! Pelo menos foi o que consegui perceber nas entrelinhas e no olhar de uma possível fada madrinha de um outro Menino. Não seria fantástico que isso acontecesse?!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Questões de Língua
Hoje quero falar sobre a minha faceta poliglota...
O meu "eu" que fala Língua Gestual Portuguesa"!
Por vezes surpreendo-me com o pouco que conheço de mim mesmo. E são os outros que me fazem pensar sobre aquilo que me proponho fazer.
Quando nasci neste meu "multiformato" não me apercebi do efeito que iria ter sobre as pessoas que me "lêem" no formato "videolivro em Língua Gestual Portuguesa com legendas glosadas". Nem me tinha apercebido do interesse dessas mesmas legendas para os leitores ouvintes. Confesso que pensei cá para comigo, "mais uma invenção das minhas mães... só coisas para complicar!". Mas afinal juntar as tais "glosas" em forma de legendas foi uma ideia fantástica!
Passo a explicar:
As "glosas" que aparecem em jeito de legendas transcrevem os gestos que a Joana faz para me contar em Língua Gestual Portuguesa.
Não são frases como as que se usam para escrever em português! São palavras soltas que aparecem escritas em maiúsculas, numa ordem um pouco estranha... algumas palavras repetem-se e outras aparecem juntas por um hífen... não há pontuação... parece uma enorme confusão! Mas não é!!!
A Língua Gestual Portuguesa fala-se mesmo assim. Tem uma estrutura diferente das línguas orais, e vive dos gestos e da expressão facial de quem a fala. É muito criativa e melódica... sim! Parece música visual... o corpo todo dança... e as mensagens surgem do conjunto de efeitos. Parece magia!
Ah! Já agora... sabiam que a minha amiga Rita se chama "menina laço" para os leitores surdos? Sabem porquê? Em Língua Gestual o nosso nome nasce de uma faceta que nos distingue de todos os outros... e a Rita traz um laço na cabeça.
Giro, não?
Como será o vosso nome em Língua Gestual Portuguesa?
O meu "eu" que fala Língua Gestual Portuguesa"!
Por vezes surpreendo-me com o pouco que conheço de mim mesmo. E são os outros que me fazem pensar sobre aquilo que me proponho fazer.
Quando nasci neste meu "multiformato" não me apercebi do efeito que iria ter sobre as pessoas que me "lêem" no formato "videolivro em Língua Gestual Portuguesa com legendas glosadas". Nem me tinha apercebido do interesse dessas mesmas legendas para os leitores ouvintes. Confesso que pensei cá para comigo, "mais uma invenção das minhas mães... só coisas para complicar!". Mas afinal juntar as tais "glosas" em forma de legendas foi uma ideia fantástica!
Passo a explicar:
As "glosas" que aparecem em jeito de legendas transcrevem os gestos que a Joana faz para me contar em Língua Gestual Portuguesa.
Não são frases como as que se usam para escrever em português! São palavras soltas que aparecem escritas em maiúsculas, numa ordem um pouco estranha... algumas palavras repetem-se e outras aparecem juntas por um hífen... não há pontuação... parece uma enorme confusão! Mas não é!!!
A Língua Gestual Portuguesa fala-se mesmo assim. Tem uma estrutura diferente das línguas orais, e vive dos gestos e da expressão facial de quem a fala. É muito criativa e melódica... sim! Parece música visual... o corpo todo dança... e as mensagens surgem do conjunto de efeitos. Parece magia!
Ah! Já agora... sabiam que a minha amiga Rita se chama "menina laço" para os leitores surdos? Sabem porquê? Em Língua Gestual o nosso nome nasce de uma faceta que nos distingue de todos os outros... e a Rita traz um laço na cabeça.
Giro, não?
Como será o vosso nome em Língua Gestual Portuguesa?
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Educação Social
"Ao educador social compete prestar apoio técnico de caráter cultural, social e recreativo a comunidades, grupos e indivíduos, com vista à melhoria das suas condições de vida, nomeadamente na ocupação de tempos livres de crianças, jovens e pessoas idosas."
Já viram que profissão tão bonita?
Será que eu também posso ser um pequeno educador social?
Os rapazes e raparigas com quem eu hoje conversei vão ter uma vida emocionante quando começarem a trabalhar a sério porque vão poder fazer mil coisas giras para animar a vida de muitas pessoas.
Eu quero ser como eles! À minha maneira eu também faço algumas pessoas mais felizes...
eu sei, eu sei... o meu nome... sou um pouquinho triste, não sou?
Melhor, o tempo verbal deve ser outro... "ERA"...
Cada dia que passa fico um pouco mais feliz porque há mais e mais pessoas a quererem aprender a fazer livros multiformato.
Na Escola de Formação Social em Leiria vão ser criados outros livros como eu! :-)
Estou ansioso por ver o que por lá se vai fazer.
E mais... um dos meus novos amigos, o André, vai ajudar-me a chegar a meninos em Angola.
Que emoção!
Já viram que profissão tão bonita?
Será que eu também posso ser um pequeno educador social?
Os rapazes e raparigas com quem eu hoje conversei vão ter uma vida emocionante quando começarem a trabalhar a sério porque vão poder fazer mil coisas giras para animar a vida de muitas pessoas.
Eu quero ser como eles! À minha maneira eu também faço algumas pessoas mais felizes...
eu sei, eu sei... o meu nome... sou um pouquinho triste, não sou?
Melhor, o tempo verbal deve ser outro... "ERA"...
Cada dia que passa fico um pouco mais feliz porque há mais e mais pessoas a quererem aprender a fazer livros multiformato.
Na Escola de Formação Social em Leiria vão ser criados outros livros como eu! :-)
Estou ansioso por ver o que por lá se vai fazer.
E mais... um dos meus novos amigos, o André, vai ajudar-me a chegar a meninos em Angola.
Que emoção!
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Eu? Ensinar português?
Hoje descobri que posso ser útil para ensinar/aprender línguas.
A minha mãe levou-me a uma reunião de investigadores europeus que estão a trabalhar num projeto, chamado "ClipFlair", para o ensino/aprendizagem das línguas através de diferentes tipos de "tradução" audiovisual. Estão reunidos em Tallinn, na Estónia (já agora, uma cidade linda, linda... está frio como nunca senti; mas mesmo assim, só apetece andar na rua!). Estão a partilhar recursos para a criação de atividades inovadores que motivem pequenos e grandes a aprender línguas.
Quando os ouvi a falar, pensei logo "estão a falar DE (e PARA) mim! Eu também quero entrar neste jogo." Eu posso ser usado como um objeto didatico... não só para sensibilizar os meus leitores sobre questões de deficiência e direitos humanos; nem tão pouco como exemplo do que é um livro multiformato... eu posso ser explorado enquanto recurso ditático em atividades que desenvolvam diferentes competências. Por exemplo, podem usar o meu audiolivro para desenvolver competências auditivas; posso ser recriado na forma de peça de teatro ou outra; essas recriações podem ser gravadas e legendadas (pois é, a legendagem não tem de ser para traduzir de uma língua para a outra, pode ser usada como um exercício de resumo ou condensação); posso ainda ser usado para desenvolver vocabulário; e tenho ainda os pictogramas que podem servir para criar jogos e exercícios de língua; e como sou multiformato, tenho condições para me desdobrar em tantas outras atividades que nem eu mesmo sei...
Que animação! Há por aí alguém que me queira explorar nesse sentido... como objeto de ensino/aprendizagem das línguas? Falem com a minha mãe!
A minha mãe levou-me a uma reunião de investigadores europeus que estão a trabalhar num projeto, chamado "ClipFlair", para o ensino/aprendizagem das línguas através de diferentes tipos de "tradução" audiovisual. Estão reunidos em Tallinn, na Estónia (já agora, uma cidade linda, linda... está frio como nunca senti; mas mesmo assim, só apetece andar na rua!). Estão a partilhar recursos para a criação de atividades inovadores que motivem pequenos e grandes a aprender línguas.
Quando os ouvi a falar, pensei logo "estão a falar DE (e PARA) mim! Eu também quero entrar neste jogo." Eu posso ser usado como um objeto didatico... não só para sensibilizar os meus leitores sobre questões de deficiência e direitos humanos; nem tão pouco como exemplo do que é um livro multiformato... eu posso ser explorado enquanto recurso ditático em atividades que desenvolvam diferentes competências. Por exemplo, podem usar o meu audiolivro para desenvolver competências auditivas; posso ser recriado na forma de peça de teatro ou outra; essas recriações podem ser gravadas e legendadas (pois é, a legendagem não tem de ser para traduzir de uma língua para a outra, pode ser usada como um exercício de resumo ou condensação); posso ainda ser usado para desenvolver vocabulário; e tenho ainda os pictogramas que podem servir para criar jogos e exercícios de língua; e como sou multiformato, tenho condições para me desdobrar em tantas outras atividades que nem eu mesmo sei...
Que animação! Há por aí alguém que me queira explorar nesse sentido... como objeto de ensino/aprendizagem das línguas? Falem com a minha mãe!
sábado, 27 de outubro de 2012
Mãos que voam
Hoje aprendi que a poesia é ainda mais bela quando sai das mãos de meninos como eu.
Conheci o Daniel Chavinha e a Luana Matias... como são lindos os meus novos amigos!
Decididos subiram à frente de uma sala cheia e as mãos voaram, as caras iluminaram-se e contaram histórias que todos entenderam... menos EU!
Fiquei triste!
Trago dentro de mim as mãos da minha outra mãe - a Joana...
Como o Daniel e a Luana, ela fez de mim um poema vivo. E eu tenho muito orgulho nisso... mas a verdade é que eu não me sei ler.
A minha outra mãe, a Neuza, ajudou-me nessa tarefa. Criou legendas glosadas. São legendas que colocadas sobre o vídeo explicam os gestos usados para que eu exista em Língua Gestual Portuguesa. Com algum tempo vou aprender a ler mãos que voam. Prometo!
Ah... esqueci-me de vos dizer... isto passou-se hoje, durante as Iªs Jornadas de Língua Gestual, na Escola Superior de Educação de Coimbra.
Conheci o Daniel Chavinha e a Luana Matias... como são lindos os meus novos amigos!
Decididos subiram à frente de uma sala cheia e as mãos voaram, as caras iluminaram-se e contaram histórias que todos entenderam... menos EU!
Fiquei triste!
Trago dentro de mim as mãos da minha outra mãe - a Joana...
Como o Daniel e a Luana, ela fez de mim um poema vivo. E eu tenho muito orgulho nisso... mas a verdade é que eu não me sei ler.
A minha outra mãe, a Neuza, ajudou-me nessa tarefa. Criou legendas glosadas. São legendas que colocadas sobre o vídeo explicam os gestos usados para que eu exista em Língua Gestual Portuguesa. Com algum tempo vou aprender a ler mãos que voam. Prometo!
Ah... esqueci-me de vos dizer... isto passou-se hoje, durante as Iªs Jornadas de Língua Gestual, na Escola Superior de Educação de Coimbra.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
A minha apresentação pública
Apareceu muita gente para me conhecer... meninos pequenos, meninos grandes, os pais, os avós, os amigos... Eramos mesmo muitos!
Os mais pequeninos sentaram-se no chão a colorir desenhos e os mais velhos espalharam-se pela sala para ouvir o que se dizia sobre mim. E contaram-lhes o meu maior segredo... (querem saber?)... é que eu sou um livro. Mas um livro muito especial... eu sou um LIVRO MULTIFORMATO. Aposto que não sabem o que isso é!
Eu posso ser feito em Braille ou em SPC e até me podem ouvir ou ver num vídeo com LGP. Basta abrirem o CD que trago na capa. Lá encontram tudo o que precisam para me darem vida em formatos alternativos. Volto em breve para vos contar mais sobre mim próprio. Prometo!
Para já, mostro-vos mais um pouco da minha festa. A minha amiga Liliana Gonçalves tirou muitas fotografias e fez um mosaico com alguns pormenores. Vêem como estava muita gente? E reparem bem, a Tânia Bailão Lopes (a minha outra mãe) fez-me em 3D, a mim e à Rita, para nos poderem conhecer melhor. No fim, enquanto a minha mãe me assinava, uma e outra vez, os meus amigos comeram um bolo que contava o meu futuro de mil aventuras.
Digam-me se gostaram da minha festa. Eu cá diverti-me imenso!
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